Um homem de 46 anos, que presta serviços ocasionais relacionados com o treino e tratamento de aves de rapina utilizadas pelo Benfica, foi detido pela Polícia Judiciária por suspeitas de envolvimento num esquema de tráfico de cocaína no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa.
Segundo informações divulgadas pelo Correio da Manhã, João Paulo Santos foi detido pela Unidade Nacional Anti-Tráfico da Polícia Judiciária no âmbito de uma investigação relacionada com a retirada de malas contendo droga do circuito normal de recolha e fiscalização do aeroporto.
Investigação envolve 110 quilos de cocaína
A operação da Polícia Judiciária resultou na apreensão de cerca de 110 quilos de cocaína. A investigação terá procurado esclarecer de que forma as malas provenientes de voos da América do Sul eram retiradas do circuito habitual no aeroporto.
Além de João Paulo Santos, outro homem foi detido pelas autoridades. Os dois suspeitos foram presentes a primeiro interrogatório judicial e ficaram sujeitos à medida de coação de prisão preventiva, enquanto prosseguem as diligências.
Importa referir que se trata de suspeitas e que a responsabilidade criminal dos arguidos terá de ser determinada pelas autoridades judiciais competentes.
Homem tinha ligação ocasional ao Benfica
João Paulo Santos trabalha para uma empresa que presta serviços ocasionais ao Benfica relacionados com o treino de aves de rapina utilizadas pelo clube em jogos e outros eventos.
De acordo com a informação mais recente divulgada pelo Correio da Manhã, o homem foi responsável pelo tratamento da águia Vitória durante um jogo do Benfica no Estádio da Luz na época passada.
O clube possui, contudo, um tratador oficial das suas aves de rapina, que, segundo a mesma fonte, não tem qualquer relação com os factos investigados pela Polícia Judiciária.
Também trabalhava no Aeroporto de Lisboa
Além dos trabalhos relacionados com aves de rapina, João Paulo Santos exercia funções como falcoeiro no Aeroporto Humberto Delgado, onde ajudava a afastar aves das zonas de circulação das aeronaves.
É precisamente neste contexto profissional que surge a suspeita de que terá colaborado com outro funcionário do aeroporto para retirar malas com cocaína do circuito habitual de fiscalização.
As autoridades continuam a investigar o caso para determinar o papel concreto de cada um dos suspeitos e esclarecer toda a dimensão do alegado esquema.

